Jader comemora demissão de ministros e "desespero" de ACM

O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), tentou nesta sexta-feira minimizar a decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso de determinar ao ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, do PMDB, o afastamento dos diretores do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER). Na avaliação de Barbalho, os diretores do Departamento ?dificilmente? retornarão a seus cargos porque o DNER será extinto, assim que for criada a Agência Nacional de Transportes (ANT). Segundo Jader, o ministro Padilha lhe pediu, na semana passada, a aceleração da votação do projeto da ANT. A proposta está em tramitação nas comissões do Senado e só poderá ser apreciada depois da escolha dos novos presidentes das comissões permanentes da Casa, o que deverá ocorrer apenas na segunda semana de março. A amigos, Barbalho não escondeu o contentamento com a demissão dos ministros Ornelas e Tourinho, ambos indicados por ACM. Comemorou também o isolamento político do ex-presidente do Senado, que atacou todos, desde antigos aliados até a oposição, ao afirmar que a senadora Heloísa Helena (PT-AL) votou contra a cassação do ex-senador Luiz Estevão. Aliados do presidente do Senado relataram que Barbalho comentou que ACM ?está profundamente abalado? e que suas atitudes ?são de uma pessoa desesperada?. Mas para evitar acirrar ainda mais os ânimos entre peemedebistas e pefelistas, Jader Barbalho defendeu publicamente a manutenção do PFL na base de apoio ao Palácio do Planalto. ?Considero que o PFL é um partido fundamente na base do governo?, disse. Com decisão de ACM romper com o Planalto, Barbalho argumentou ainda que, a partir de agora, ficará mais fácil identificar quem é governo e quem é oposição.

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