Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Jader apresenta amanhã defesa no caso Banpará

O presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), promete apresentar amanhã aos colegas senadores e à imprensa o dossiê com sua defesa no caso do desvio de recursos do Banpará e avisa que não aceitará conselhos nem acordos para que renuncie ao comando da Casa. "Isto não é mais um problema político: é uma questão de honra pessoal", sentencia, ao salientar que não permitirá que o destruam sem que provem cada denúncia. "No Estado de Direito há que se provar as acusações e comigo não tem jogo de abafa", adverte Jader, lembrando que ainda lhe restam 40 dias de licença para que tudo se esclareça.O dossiê, confeccionado pelo próprio senador, trará todos os extratos bancários de suas contas pessoais no Citibank e no Itaú do Rio de Janeiro, no período de 1983 a 1987, em que foram objeto das auditorias do Banco Central para investigar o desvio de recursos do Banpará. "Estes documentos vão provar que tudo o que se diz contra mim neste caso não passa de uma farsa", insiste o senador.Jader declarou-se desiludido com a política. "Verifico que a esta altura já não há respeito algum ao homem público e que de nada vale ter um mandato", disse. "Quem tem imunidade hoje não é o político, mas a imprensa que pode dizer tudo o que quer sem apresentar as provas, restando-nos apenas o recurso de um processo na Justiça".Ele lembra que interpelou judicialmente o deputado estadual Mário Frota (PDT-AM) para que este esclareça sua participação no caso das fitas gravadas em que o parlamentar aparece acusando Jader de negociar propina para liberar recursos da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). "O deputado já disse que nunca conversou comigo sobre a Sudam", afirma o senador para exigir, "como cidadão", que o ônus da prova recaia sobre o autor da acusação publicada pela revista Isto É.Apesar da disposição pública de luta e de ser reconhecido como um companheiro solidário que jamais abandona os amigos - haja vista o caso do ex-senador Luiz Estevão, em que Jader votou publicamente contra sua cassação - amigos mais próximos do presidente licenciado não acreditam mais que ele possa escapar da degola. "Ele tem que reagir mesmo e espernear, mas é só para não sair massacrado demais porque sua permanência no Senado torna-se a cada dia mais improvável", diz um velho companheiro do senador.Jader lembra que foi várias vezes alertado de que o bombardeio viria caso ele insistisse em presidir o Senado. "Estou cumprindo a sentença dos poderosos porque fui o único que topei enfrentar um homem do qual todos tinham medo, inclusive o presidente da República", protesta referindo-se ao ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).Um senador que acompanha cada lance do drama pessoal do colega salienta que todos sabiam que o preço pela derrota de ACM seria alto, mas que ninguém do círculo íntimo do presidente licenciado imaginava que chegasse a tanto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.