Jader acha CPI desnecessária

O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), disse que a denúncia, feita por ele, de que a maior parte dos recursos dos incentivos fiscais destinados a empreendimentos no âmbito da Sudam e da Sudene fica nas mãos de escritórios de corretagem, localizados em São Paulo, não precisa ser investigada, necessariamente, por uma CPI. Segundo o senador, a Corregedoria Geral da União, a Advocacia Geral da União, a Receita Federal e o Ministério Público não deverão ter dificuldades para comprovar que a origem das fraudes na Sudam e na Sudene está na forma de financiamento direto de empreendimentos por empresas que, para isso, são favorecidas por renúncia fiscal do governo. Jader Barbalho observou que a corretagem de até 40%, paga a escritórios que intermediam esses investimentos, tem como conseqüência o superfaturamento e a emissão de notas fiscais frias para que o empreendimento seja viabilizado. O senador paraense afirmou, ainda, que o importante não é o fórum em que será feita a investigação, mas, sim, que os instrumentos tornem essa investigação efetiva. Citou como exemplo o fato de a mesma denúncia ter sido levantada na CPI da Sudam, realizada há mais de 20 anos, da qual ele foi relator.

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