Já são 74 os cavalos mortos em fazenda

Subiu para 74 o número de cavalos e éguas mortos de causa ainda desconhecida na fazenda São Joaquim, mantida pelo Instituto Butantã no município de Araçariguama, a 50 quilômetros de São Paulo. Extraoficialmente, o resultado dos laudos de amostras do material coletado nos cavalos, divulgados na noite desta quarta-feira, apontam uma intoxicação alimentar como causa das mortes.As suspeitas recaíram sobre a ração que vinha sendo consumida pelo plantel. A empresa Purina, fornecedora do alimento, retirou do mercado parte do produto. As suspeitas ganharam força depois de terem sido constatadas mortes de cavalos nos municípios de Itu, Cesário Lange e Avaré, tratados com ração da mesma marca do mesmo lote. O plantel de eqüinos da fazenda serve para a fabricação de soros antiofídicos usados contra mordidas de cobras venenosas, e antitóxicos, como o que controla o tétano. Com sua produção, o Butantã abastece hospitais de quase todo o País.As baixas no plantel, que era de 350 eqüinos, não deve afetar a fabricação dos soros, segundo o assistente técnico de direção do instituto, Rosalvo Guidolin. "Mantemos um estoque de animais um pouco maior do que as nossas necessidades." Ele negou a possibilidade de faltar soros em razão da mortandade de eqüinos. "Se for preciso, o Butantã fará novas aquisições." Os cavalos mortos foram enterrados na própria fazenda.

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