Já são 13 os bebês mortos em maternidade no CE

De acordo com boletim divulgado no início desta tarde, já são 13 os bebês que morreram em pouco mais de uma semana na Maternidade-Escola Assis Chateubriand (Meac), da Universidade Federal do Ceará (UFC). A última morte aconteceu na manhã de ontem, na ala A da Unidade Neonatal 3. Segundo o coordenado da Neonatologia, Luiz Carlos Souza Batista, o caso não teria relação com os outros surgidos na ala B, onde morreram onze prematuros após um surto de infecção bacteriológica. A outra morte registrada na ala A ocorreu na quinta-feira da semana passada. Nas duas mortes ocorrida na ala A foi descartada a possibilidade de infecção. O reitor da UFC, Roberto Cláudio Frota Bezerra, disse que o surto infeccioso foi confirmado apenas na ala B. A crise teria começado a partir de um bebê vindo do interior do Estado, já contaminado pela bactéria Kleblisela pneumonia. Roberto Cláudio informou que cinco crianças prematuras continuam internadas nessa ala. Três delas com alto risco, e duas de médio risco. No início do surto, havia 15 crianças nesse setor, que foi interditado na quarta-feira da semana passada. Mesmo assim, recebeu no dia seguinte um novo bebê que estava precisando de leito. O médico Luiz Carlos Batista garantiu que a criança foi colada afastada das outras. A partir do surto, que teria sido agravado pela superlotação, a Meac decidiu não atender mais gestantes de alto risco. Cinco hospitais particulares foram contratados pelo governo cearense para suprir a demanda por um período de seis meses, quando deverá ser inaugurada mais uma maternidade pública, com mais dez leitos de UTI neonatal. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Anastácio Queiroz, o contrato com as maternidades particulares prevê um valor teto de R$ 300 mil por mês. O encaminhamento das gestantes de risco está sendo feito, desde sábado, através do Hospital César Cals, da rede estadual. O médico Rogério Menezes, chefe da unidade neonatal do Hospital César Cals, disse que a procura por atendimento na unidade cresceu consideravelmente desde que foram divulgadas as mortes na Meac.

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