'Já paguei minha pena', diz Expedito Junior sobre Lei da Ficha Limpa

A Lei do Ficha Limpa também atrapalha os planos do PSDB em outros Estados, onde está aliado a candidatos de outros partidos que enfrentam problemas na Justiça

Carol Pires, de O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2010 | 14h43

BRASÍLIA - O ex-senador Expedito Júnior (PSDB-RO) está nesta quarta-feira, 23, em Brasília para discutir seu futuro político. Ele se reunirá com o advogado do PSDB, Ricardo Penteado, para saber se poderá ou não disputar a eleição ao governo de Rondônia por causa da Lei da Ficha Limpa. "Já paguei minha pena", afirma Júnior, confiante de que não será impedido de concorrer a governador. O tucano também lidera as pesquisas eleitorais.

 

O setor jurídico do PSDB se reuniu na última terça-feira, 22, em São Paulo, para discutir a situação de candidatos do partido que podem ser impossibilitados de disputar eleição pela Lei da Ficha Limpa. É o caso de Cássio Cunha Lima. Ele quer disputar uma vaga ao Senado, e é líder nas pesquisas de intenção de voto, mas perdeu o comando do governo da Paraíba por decisão da Justiça e pode ter o registro negado.

 

No Distrito Federal, o PSDB está na aliança em torno do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que renunciou ao cargo de senador em 2007 e também está impossibilitado de concorrer até 2023. A solução na capital seria lançar um candidato próprio, a ex-governador Maria de Lourdes Abadia, que foi vice de Roriz. A cúpula do partido enfrenta, porém, a resistência dela em disputar o governo. Tentam convencê-la de que, sem Roriz na corrida, a maioria dos partidos se uniria em torno dela, fortalecendo a possível candidatura.

 

A Lei do Ficha Limpa também atrapalha os planos do PSDB em outros Estados, onde está aliado a candidatos de outros partidos que enfrentam problemas na Justiça, como o ex-governador do Maranhão Jackson Lago. Lago, do PDT, é o principal adversário de Roseana Sarney (PMDB) na eleição para o governo do Estado. Ele teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral no ano passado.

 

Até aqui, no entanto, nenhum desses candidatos admite que está fora da eleição, e avaliam ser possível reverter a inelegibilidade com recursos na Justiça. A decisão da cúpula do PSDB, por ora, é não viabilizar "planos B" nesses estados para não enfraquecer os candidatos oficiais.

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