Já como candidato, Campos ataca Dilma e Aécio

Com um tom crítico ao PSDB e ao PT, Eduardo Campos foi oficializado hoje como candidato do PSB à Presidência da República. Em seu discurso, atacou o baixo crescimento econômico e prometeu fazer a reforma tributária no primeiro ano de governo.

DAIENE CARDOSO, FABIO BRANDT, JOÃO DOMINGOS E ISADORA PERON, Agência Estado

28 Junho 2014 | 13h36

Campos repetiu um discurso que vem sustentando nos últimos meses: de que é preciso romper com a velha política do fisiologismo, que é preciso implantar um governo que dialogue mais com a sociedade e acabar com a corrupção.

O candidato fez questão de alfinetar seu adversário do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), que nesta semana sugeriu que os partidos que pretendem desembarcar da aliança com a presidente Dilma Rousseff "suguem" mais um pouquinho. Sem citar o nome de Aécio, Campos disse que "tem gente" que acha bonito a prática de sugar o Estado. "Vamos desgrudar esses sanguessugas dos cofres públicos", declarou.

Como candidato oficial do PSB ao Palácio do Planalto, Campos afirmou que manterá os programas sociais da atual gestão e que as conquistas do passado serão garantidas em um eventual governo de sua chapa. Ele condenou os que pregam a "desunião" no País. "Eles dividem e nós vamos unir".

Os ataques à política econômica foram um capítulo de destaque no discurso do candidato. Campos acusou o atual governo de ter colocado o País em um "atoleiro" e falou em "salvar", com "competência", a Petrobras e o setor elétrico. Ele enfatizou que, se eleito, vai colocar a reforma tributária como prioridade do primeiro ano de governo. "Vou colocar a carga tributária numa descendente", afirmou. No encontro da chapa "Unidos pelo Brasil", que reúne PSB, Rede Sustentabilidade, PPS, PPL, PRP e PHS, sobraram críticas ao modelo econômico conduzido por Dilma e à política de alianças da atual gestão.

Num discurso combinado para ser complementar a fala do outro, a vice da chapa Marina Silva fez questão de dissipar os boatos de que ela e Campos estariam vivendo uma crise nos bastidores da campanha. "Eu posso dizer para vocês, meus amigos, que vocês nunca tiveram noção do momento mais grave da crise que vocês achavam que existia entre nós dois", disse a ex-senadora. Segundo ela, o momento mais "tenso" da relação foi quando ele se recusou a comer a refeição dela. Marina, que devido a problemas de saúde, tem uma dieta balanceada devido a uma série de restrições alimentares.

Também coube a ela fazer um apelo para que a campanha siga um modelo de não confronto, apesar da estratégia do "medo" utilizada pelos adversários. Ao final do encontro, Marina sofreu uma queda de pressão e foi para sua casa, em Brasília.

A convenção que oficializou a candidatura ocorreu nesta manhã em um centro de convenções em Brasília. Por causa do jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, os discursos se encerram por volta das 12h. Acompanhado de aliados, Campos seguiu para a Fundação João Mangabeira, onde assistirá ao jogo.

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