'Já apresentamos assinaturas exigidas pela lei', diz Marina sobre a Rede

Ex-senadora vai conversar com a corregedora do TSE, Laurita Vaz, sobre a dificuldade de validar assinaturas para a criação do partido

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2013 | 19h11

A ex-senadora Marina Silva disse nesta quinta-feira, 8, que vai se reunir com a corregedora-geral do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Laurita Vaz, provavelmente na próxima semana, para conversar sobre os problemas na validação das assinaturas necessárias para a criação da Rede Sustentabilidade. O grupo enfrenta dificuldades nos cartórios eleitorais, responsáveis por fazer o reconhecimento das fichas de apoios recolhidas.

A Justiça Eleitoral exige cerca de 500 mil assinaturas reconhecidas, mas até agora a Rede conta com apenas 175 mil.

"Uma coisa é certa. Nós já colocamos (nos cartórios) o volume de assinaturas na quantidade exigida pela lei, dentro do prazo, e os cartórios têm 15 dias para nos dizer se as assinaturas estão ou não validadas", afirmou Marina, que participou de uma debate sobre resíduos sólidos em São Paulo.

Uma das questões que serão levadas à reunião com a corregedora-geral diz respeito aos critérios para conferir as assinaturas. A Rede também quer ter acesso ao motivo pelo qual as fichas estão sendo rejeitadas pelos cartórios, para que possam recorrer judicialmente.

Na semana passada, representantes da sigla se encontraram com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Alceu Penteado Navarro, com o mesmo objetivo. É no Estado onde a Rede encontra mais dificuldades para validar os apoios. Em São Paulo a taxa de rejeição de assinaturas é de 32%, contra 15% nas demais unidades da federação.

Para poder disputar as eleições do ano que vem, a Rede precisa conseguir o registro no TSE até início de outubro.

Apesar das difiiculdades, Marina diz estar confiante de que a sigla será fundada dentro do prazo legal. "Eu acho que a parte mais difícil nós já conseguimos, que era coletar as assinaturas e conseguir fazer isso num tempo recorde, de cinco meses. Havia quem achasse que era impossível", afirmou.

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