Izar volta a denunciar acordão para livrar mensaleiros

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), voltou a acusar a existência de um acordão para livrar deputados acusados de receber mensalão. "O plenário da Câmara contrariou, até hoje, seis dos onze pareceres aprovados pelo Conselho de Ética, demonstrando, inequivocamente, a existência de uma orquestração malévola entre os denunciados, visando à impunidade com efeitos devastadores sobre a imagem do Poder Legislativo brasileiro ", afirmouEm nota divulgada à imprensa, ele defende os trabalhos do conselho e diz que a saída de diversos conselheiros que renunciaram às vagas em protesto contra a série de absolvições de deputados acusados de envolvimento no esquema do mensalão "frustra as expectativas da sociedade brasileira".Segundo Izar o Conselho "é o elo de ligação da sociedade brasileira com o Congresso". Ele confirmou que, até o momento, dois deputados formalizaram sua saída do colegiado - Orlando Fantazzini (PSOL-SP) e Carlos Sampaio (PSDB-SP)- e que, até amanhã, outros três titulares deverão formalizar sua saída. São eles Chico Alencar (PSOL-RJ), Júlio Delgado (PSB-MG) e Benedito de Lira (PP-AL). Além desses cinco titulares, anunciaram sua saída, na semana passada, os suplentes Cezar Schirmer (PMDB-RS) e Cláudio Magrão (PPS-SP).Após divulgar a nota, Izar disse que vai sugerir nomes para substituir os deputados que deixaram o colegiado aos líderes partidários. "Vou sugerir nomes que tenham cultura jurídica, não sejam radicais e sejam experientes", disse.Ele reconhece que o perfil do colegiado será outro depois da saída dos deputados e espera que os novos integrantes votem mais com a consciência do que por orientação partidária.Izar disse ter ficado muito magoado com a saída dos deputados, porque ele não foi notificado previamente e encontrou os parlamentares no corredor da Câmara, já dando entrevistas sobre sua renúncia ao conselho.

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