Izar admite que convocação extra atrasou processo contra deputados

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse que a convocação extraordinária do Congresso, que termina amanhã, foi necessária para o andamento dos processos de cassação no colegiado. Ele criticou o fato de a convocação ter sido feita em duas etapas. "A convocação ajudou, mas poderia ter sido melhor", afirmou. "Não foi ampla e, como dependemos de prazo no plenário, atrasou um pouco o andamento dos processos".Do dia 16 de dezembro de 2005 até 15 de janeiro de 2006, não havia previsão de sessões no plenário. Isso só aconteceu na segunda etapa da convocação, de 16 de janeiro a 14 de fevereiro. As sessões plenárias servem para contar prazo, mesmo quando não há votações previstas.Izar disse que, para o Conselho, o balanço da convocação foi positivo, porque cinco processos contra deputados acusados de envolvimento no esquema do mensalão foram concluídos. Além disso, mais um processo, o do deputado João Magno (PT-MG), será votado quinta-feira desta semana. "O grande erro da convocação foi que ela deveria ter sido ampla", disse. "Mas o Conselho de Ética fez o dever de Casa". Izar prevê que, até o fim de março, os cinco processos restantes contra deputados por envolvimento com o mensalão deverão ser concluídos.

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