Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Itamaraty vai liberar documentos sobre Lula e Odebrecht

Ministério, que havia barrado a liberação dos arquivos, vai divulgar nota nesta tarde sobre o material, que deixou de ser sigiloso

Lisandra Paraguassú, O Estado de S. Paulo

12 Junho 2015 | 17h10

Brasília - O Ministério das Relações Exteriores vai liberar os documentos que citam a empreiteira Odebrecht e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, requisitados pela revista Época, e que seriam reclassificados do caráter "reservado", com sigilo de cinco anos, para "secreto", com 15 anos. A informação oficial deve sair por meio de uma nota, a ser divulgada ainda esta tarde pelo ministério.

De acordo com informações do jornal O Globo, o diretor do Departamento de Comunicações e Documentação do Itamaraty, João Pedro Corrêa Costa, consultou a Subsecretaria-Geral de América do Sul, Central e Caribe e outros departamentos do Itamaraty sobre a necessidade de se reclassificar os documentos requeridos por um repórter da revista Época, já que o jornalista já havia feito reportagens sobre as viagens internacionais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua relação com a empreiteira. O Memorando, classificado como secreto, teria sido distribuído no dia nove de junho para que as áreas dessem resposta até o dia de hoje, quando vencia o prazo de 20 dias para apresentar resposta ao repórter.

Classificados apenas como reservados, os documentos pedidos pelo jornalista já deveriam ser públicos, já que o prazo de sigilo é de apenas cinco anos. Se fossem reclassificados para secretos, o sigilo passaria a ser de 15 anos; ou seja, os mais antigos seriam abertos apenas em 2018.

De acordo com informações do Itamaraty, os documentos não chegaram a ser reclassificados - a possibilidade ainda estava sob análise da área - e serão liberados para consulta pública a partir desta sexta. A consulta sobre a reclassificação seria praxe na época do vencimento dos prazos de sigilo e quando os documentos possam ter relação com a presidência da República. No entanto, o memorando citava especificamente o fato de repórter que pedira acesso já ter feito reportagens sobre a relação de Lula com a Odebrecht e o apoio internacional que o ex-presidente dá à empreiteira brasileira. 

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