Itamaraty não crê que Colômbia cederá a pressões dos EUA contra Embraer

O governo brasileiro está confiante que a Colômbia irá "exercer sua soberania" na hora de decidir sobre a aquisição de aviões militares, informa uma fonte do Ministério das Relações Exteriores. Oficialmente, o Itamaraty não comenta sobre o lobby do governo norte-americano para vender aviões militares de ataque leve para a Colômbia, que já manifestou ao governo brasileiro o interesse de adquirir os modelos Tucano fabricados pela Embraer, conforme revelou reportagem publicada pela Agência Estado. "Não cabe ao Brasil interferir na correspondência trocada entre os dois governos (Estados Unidos e Colômbia)", diz a fonte diplomática.A confiança do Brasil se baseia no fato de que as relações bilaterais com a Colômbia estão em uma fase excelente. Além disso, o governo brasileiro considera a Embraer mais qualificada para equipar a aeronáutica colombiana. "A Colômbia já dispõe de considerável frota de Tucanos e sabe da excelência da frota da Embraer", afirma a fonte, ressaltando que esses aviões da Embraer são adequados às necessidades militares tais quais foram expressas pelo governo da Colômbia.Apesar de ser um assunto comercial privado da Embraer, por se tratar de um equipamento militar a transação é feita entre governos. Do lado brasileiro, a embaixadora do Brasil na Colômbia, Celina Rodrigues, está conduzindo as negociações. Durante toda a tarde desta segunda-feira, a Agência Estado tentou entrar em contato com a embaixadora, por e-mail e telefone, mas não obteve retorno.Leia mais sobre a ação norte-americana contra a decisão da Colômbia de comprar aviões brasileiros: Não há regra que impeça lobby dos EUA contra Embraer"Brasil tem que usar diplomacia comercial e militar" EUA tentam barrar venda de aviões da Embraer ?Insisto em que você reconsidere esta compra?, diz general americano A carta da ministra colombiana para a embaixadora brasileira Americanos conseguiram impedir exportação em 1989

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