Itamaraty dribla líder do Irã, mas quer diálogo

Brasília - O Palácio do Planalto e o Itamaraty escaparam do assédio do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, mas não escondem sua intenção de promover a aproximação entre Brasil e Irã. Ahmadinejad pretendia desembarcar em Brasília nesta semana, depois de discursar hoje na Assembléia Geral das Nações Unidas e de visitar a Venezuela de Hugo Chávez e a Bolívia de Evo Morales. A diplomacia saiu-se com a escusa clássica: a impossibilidade de conciliar as agendas dos dois presidentes. "Eu pelo menos não o convidei", disse em Nova York o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.Lula já tem agendada a visita do colega do Casaquistão, Nurnultan Nazarbayev, para quinta-feira. O cuidado em não receber Ahmadinejad nesta semana resguardará sua possível visita ao Brasil, em futuro próximo, de vinculações às posições da Venezuela, com a qual o Irã criou o "eixo da unidade". O convite a Lula para visitas recíprocas Brasil-Irã partiu do próprio líder iraniano, em janeiro, na posse do presidente do Equador, Rafael Correa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.