Itamar se recusa a acatar decisões de Parente

O governador de Minas recusou-se mais uma vez, a exemplo do que fez sexta-feira, a dar início ao cumprimento das medidas definidas pelo governo federal dentro do programa nacional de racionamento, alegando que o assunto ainda requer esclarecimentos. Itamar divulgou nota, no início da noite, após reunir-se com o presidente da Companhia Energética do Estado (Cemig), Djalma Morais, para discutir explicações sobre o programa, dadas pelo ministro Pedro Parente. Segundo a nota, o governador ainda considerou insuficientes os esclarecimentos. "Em Minas só agimos na racionalidade", afirmou Itamar, insinuando que ainda há dúvidas quanto ao racionamento, sobretudo no que diz respeito a eventuais punições a quem consumir energia acima de metas pré-estabelecidas. Pela manhã, Itamar havia criticado novamente a intenção do governo federal de sobretaxar consumidores residenciais. "Por que penalizar àqueles que pagam a luz, às vezes com dificuldade, por causa da imprevidência do governo?", questionou. Apesar da determinação de Itamar, para que a Cemig aguarde mais alguns dias para trabalhar sobre a questão da sobretaxa, a estatal mineira já anunciou uma série de medidas no Estado, visando à economia de energia elétrica. Uma delas será a redução de iluminação pública em vias, praças e prédios públicos das principais cidades do Estado - em alguns locais de Belo Horizonte, definidos com a Prefeitura e com a Polícia Militar, o corte chegará a 100%. Também haverá a substituição, em 400 mil pontos de iluminação - 80 mil dos quais na capital - das luzes de vapor de mercúrio pelas de vapor de sódio, mais econômicas. De acordo com a Cemig, desde domingo houve redução de consumo de 6% em todo Estado, graças à conscientização da população e do poder público.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.