Itamar não poderá atacar tucanos durante sabatina no Senado

Ao ser sabatinado hoje na Comissão de Relações Exteriores (CRE), como candidato ao cargo de embaixador na Itália, o ex-governador de Minas Gerais, Itamar Franco, enfrentará um dilema: ele terá de se defender da acusação do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, de que não serve para o cargo porque não cumpriu com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas sem acusar o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Caso contrário, sua indicação também será rejeitada pelos senadores tucanos.A advertência foi feita hoje pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Segundo ele, Itamar terá uma "ótima chance de se defender falando a verdade na comissão". O líder explicou que sua posição deve à "mania" do ex-governador de dizer que não cumpriu a lei porque foi boicotado pelo governo federal e por seu antecessor no cargo, Eduardo Azeredo, que hoje, senador, é um dos titulares da CRE. "Não é bom desconfiar de um nome indicado pelo presidente da República", alegou Virgílio. "Mas não vamos aceitar nenhum tipo de injustiça da parte do candidato (ao cargo)". O líder disse que fará campanha contra a aprovação de Itamar na comissão e no plenário, caso ele insista em transferir para os tucanos a responsabilidade pela má administração em Minas. A sabatina será realizada em sessão secreta e caberá ao senador Pedro Simon (PMDB-RS) relatar a mensagem presidencial indicando Itamar para a representação brasileira em Roma.Mais duas sabatinas estão previstas para amanhã na comissão: a do ex-deputado Tilden Santiago, indicado para a embaixada em Cuba, e da diplomata Celina Maria Assumpção Pereira, para a representação brasileira na Suíça. As indicações serão relatadas, respectivamente, pelos senadores Tião Viana (PT-AC) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).

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