Itamar é acusado de privilegiar "namorada" na PM

O governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), que sofreu umacrise de vesícula na quarta-feira à noite e foi atendido às pressas em um hospital deBelo Horizonte, cancelou por ordens médicas viagens que faria no fim de semana aTeófilo Otoni e Montes Claros, no Noroeste e Norte do Estado. Segundo a assessoriado governador, ele deverá permanecer em "repouso relativo" nos próximos dias, quandotambém se submete a novos exames para avaliar a gravidade da situação.Enquanto Itamar repousava, o comentário geral nos corredores do Palácioda Liberdade, onde ele normalmente despacha, era sobre uma representação compedido de mandado de segurança contra o governador impetrada no Tribunal de Justiçade Minas, pela Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de BombeirosMilitares (AOPMBM).A entidade questiona promoções de oficiais da PM, determinadas por Itamar emdezembro passado, e que, no conjunto, teriam beneficiado policiais que lotados nosgabinetes da administração estadual "em detrimento daqueles da área operacional dacorporação".O texto da representação cita, especificamente, o caso da ex-capitã e agora majorDoralice Leal Lorentz, de 38 anos, ajudante de ordens e "suposta namorada", dogovernador. Doralice, assim como duas antecessoras na função de ajudante de ordens,tem sido vista constantemente ao lado do governador. Algumas vezes, em situações quesugerem intimidade e até um caso amoroso.Isto aconteceu, por exemplo, em recente viagem de Itamar, a passeio, a Foz do Iguaçu(PR) e ao Rio de Janeiro, onde ele manteve contatos políticos. A major e o governadorforam flagrados por fotógrafos praticamente abraçados, caminhando por uma calçada. No mandado de segurança da AOPMBM, que deve ser julgado nos próximos dias pelorelator do processo, desembargador Aluísio Quintão, o pedido é para que as promoçõessejam revistas. Pelo menos 50 oficiais, que estavam na frente de Doralice na lista depromoções e não foram contemplados, exigem que isso aconteça. Até o final da tardede ontem, o governador não havia falado sobre o assunto, segundo assessores.

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