Itamar admite deixar governo de Minas

O governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), disse durante discurso encerrado no início da noite de hoje que aceitará a indicação à presidência nacional do PMDB e que, conforme dita o estatuto do partido, deixará o governo de Minas caso seja eleito. "Se for esta a vontade do PMDB, no dia 9 de setembro aceitaremos a presidência do partido e deixaremos o governo de Minas Gerais", afirmou. O governador reiterou ainda que o PMDB tem que ter consciência de que não pode continuar "com a linguagem queaí está, de corrupção endêmica". Ele disse que os membros que concordarem com essa posição, que fiquem por lá (apoiando o governo federal) "ou caminhem conosco agora", disse o governador mineiro. Itamar rebateu as acusações feitas ontem pelo ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, de que a candidatura à presidência do PMDB seria uma estratégia firmada com o vice-governador Newton Cardoso desde a campanha ao governo de Minas. "Se eleito, ao contrário do que disseram - de que teria feito acordo com o vice Newton Cardoso - seguirei na linha de frente do PMDB e conduzirei o partido no caminho da vitória e dignidade", afirmou Itamar. Para tanto, segundo ele, no dia 9 de setembro o partido terá que definir o seu Norte, "mas não noConsenso de Washington, e sim no consenso de brasilidade". Conforme reiterou, o presidente atual do partido, senador Maguito Vilela (GO), caso eleito, Itamar Franco terá que deixar o governo do Estado imediatamente para iniciar a campanha à Presidência da República. "Tem que começar logo porque um ano de campanha é muito pouco e outros candidatos já iniciaram a corrida", afirmou.

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