Itália pretende levar caso Battisti à Corte de Haia

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, expressou hoje o "grande desgosto" da Itália pela negativa do Brasil de extraditar o ex-ativista Cesare Battisti, uma decisão que Roma pretende levar à Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que também decretou a imediata libertação de Battisti, que estava no presídio da Papuda, em Brasília, "não leva em consideração a expectativa legítima de que se faça justiça, em particular para as famílias das vítimas de Battisti", lamentou Berlusconi, em comunicado oficial.

AE, Agência Estado

09 de junho de 2011 | 08h37

"A Itália recorrerá às instâncias judiciais que forem necessárias para garantir o respeito aos acordos internacionais que aproxima os dois países, unidos por vínculos históricos de amizade e solidariedade", acrescentou o premiê. O chefe da Diplomacia italiana, Franco Frattini, também expressou seu "profundo desgosto" após a decisão brasileira, e anunciou que a Itália "utilizará todos os mecanismos da esfera jurídica para reverter essa decisão".

O objetivo de Roma é "conseguir a revisão de uma decisão que não consideramos coerente com os princípios gerais do direito e das obrigações previstas no Direito internacional", frisou Frattini. Battisti estava preso no Brasil desde março de 2007 a pedido da Itália, cuja Justiça o condenou à prisão perpétua por quatro homicídios, os quais ele nega. O ex-ativista deixou o presídio da Papuda no início desta madrugada. As informações são da Dow Jones.

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