Itaipu nega cobrança de propina para perdoar dívida

A Itaipu Binacional divulgou nesta segunda-feira nota negando a denúncia publicada na da revista Veja de que o diretor-geral da empresa no Brasil, Jorge Samek, teria cobrado propina de US$ 6 milhões para perdoar uma dívida de US$ 200 milhões da Voith Siemens. Classificando a reportagem de injuriosa, a nota, assinada pela diretoria da Itaipu, afirma que não houve qualquer favorecimento ou perdão de dívida milionária de US$ 200 milhões à Voith Siemens. E diz que entrará vai à Justiça contra a revista para a reparação dos danos causados à imagem da empresa e de seu diretor.A nota afirma que Itaipu não negocia individualmente com empresas, uma vez que a decisão sobre obras está a cargo do consórcio Ceitaipú, formado por 16 empresas. A diretoria da Itaipu contesta também o valor publicado pela revista da multa em questão, de US$ 200 milhões. O valor do contrato, segundo informou, era de US$ 184,6 milhões e, de acordo com este, a multa máxima prevista era de 10% do total, não podendo exceder, portanto, o valor de US$ 18,4 milhões.Segundo a nota, a acusação foi baseada "numa suposta conversa telefônica sobre algo improcedente, que jamais se concretizou", em referência a gravação telefônica de uma conversa do ex-conselheiro de Itaipu Roberto Bertholdo. De acordo com a nota, o diretor-geral de Itaipu colocou à disposição seus sigilos bancário e telefônico, assim como todas as atas do onde o assunto das multas foi tratado.

Agencia Estado,

06 de março de 2006 | 15h50

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