Itagiba nega ter recebido apoio de milícias no Rio

A assessoria de imprensa do deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) divulgou nota hoje à noite em que ele nega ter se beneficiado do apoio de milicianos para se eleger e afirma ter tido uma "distribuição equilibrada de votos" em diversas regiões da cidade. A nota informou ainda que, durante sua gestão como secretário de Segurança Pública do Rio, foi instaurado, em 2005, "um dos primeiros inquéritos destinados a identificar, desarticular e prender integrantes de milícia" resultando nas primeiras "prisões de dezenas de policiais envolvidos".Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, da Assembléia Legislativa do Rio, o vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras (DEM), e o bombeiro e candidato a vereador Cristiano Girão (PMN), acusados de chefiar milicianos nas favelas de Rio das Pedras e Gardênia Azul, apontaram que Itagiba e a ex-chefe da Delegacia de Entorpecentes e também deputada federal, Marina Magessi (PPS), foram beneficiados pelo esquema montado por grupos paramilitares em favelas para arrecadação de votos. Segundo os depoimentos dos dois acusados, ambos fizeram campanha e obtiveram votos em duas favelas dominadas por milicianos quando já conheciam a atuação destes grupos paramilitares.

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