Itagiba entra com queixa-crime contra comitê de Dilma

O deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) entregou hoje notícia-crime à Polícia Federal contra os membros do comitê da pré-candidata petista a Presidência da República Dilma Rousseff, acusados de envolvimento na tentativa de montagem de dossiês contra o candidato tucano José Serra, aliados e familiares. Ele pede que a PF investigue indícios de formação de quadrilha, quebra ilegal de sigilo e espionagem ilegal.

VANNILDO MENDES, Agência Estado

10 de junho de 2010 | 15h46

A montagem dos dossiês teria sido encomendada em reunião no restaurante Fritz, em abril, do araponga Onézimo Sousa, ex-delegado da Polícia Federal, com o jornalista Luiz Lanzetta, então responsável pela área de comunicação da candidata petista, o empresário Benedito de Oliveira Neto, encarregado das finanças do comitê e o jornalista Amaury Ribeiro. Os dois lados não chegaram a um acordo, mas a notícia do encontro vazou para a revista Veja.

Apontado como comandante de uma suposta máquina de grampo do PSDB, a serviço da candidatura do tucano José Serra à Presidência, Itagiba, que também é ex-delegado federal, sentiu-se ofendido e quer que a PF entre na investigação. "Não sou araponga. Quando fui delegado, eu fazia investigação em inquérito aberto, não espionagem, para pôr na cadeia criminosos do calibre desses sujeitos", defendeu-se.

O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, não se encontrava no horário da audiência e a representação foi recebida pelo chefe de gabinete, delegado Felipe Tavares. A PF vai analisar se existe indício de crime na denúncia do deputado e se a investigação é de sua competência, antes de decidir se abre inquérito.

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