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ITA analisará caixa preta do avião que caiu no Acre

Técnicos da Embraer e do Departamento de Aviação Civil (DAC) concluíram nesta segunda-feira a remoção dos destroços do avião Brasília da Rico Linhas Aéreas que caiu sexta-feira em Rio Branco, no Acre, deixando 23 mortos. A caixa preta foi levada domingo para São José dos Campos, onde o conteúdo será avaliado pelos peritos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Dos oito sobreviventes, dois receberam alta ontem. Racene Cameli, primo do ex-governador Orleir Cameli, retornou ontem para Cruzeiro do Sul, onde mora. Teodorico Neto, segundo a sair dos destroços, passará por uma cirurgia no ombro amanhã mas descansa em Rio Branco na casa de um amigo. "Eu vi um raio mas longe do avião", contou ele, contradizendo depoimentos de que uma descarga elétrica pode ter atingido a aeronave durante um temporal. A Rico começou os contatos com as famílias para evitar ações na Justiça. O seguro de cada passageiro é de R$14 mil. Todas as despesas hospitalares estão sendo custeadas pela empresa. A médica Célia Rocha, removida em coma para São Paulo, desde ontem apresenta momentos de lucidez na UTI do hospital 9 de Julho. O candidato a deputado pelo PPB, João Gaspar, o Garapa, também internado em São Paulo, continua em coma. Até o final do mês o DAC deve divulgar um laudo preliminar sobre o acidente.

Agencia Estado,

02 de setembro de 2002 | 20h24

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