IstoÉ aponta Agnelo como 'chefe' de esquema no Esporte

A revista IstoÉ que chega hoje às bancas traz entrevista com o auxiliar administrativo Michael Alexandre Vieira da Silva, acusando o atual governador do Distrito Federal e ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, do PT, de ser o verdadeiro "chefe" do esquema de desvio de recursos na pasta.

EQUIPE AE, Agência Estado

22 de outubro de 2011 | 18h41

Silva, diz a IstoÉ, foi a principal testemunha da Operação Shaolin, deflagrada no ano passado pela Polícia Civil no DF. O auxiliar trabalhou nas ONGs comandadas pelo policial João Dias Ferreira, pivô do escândalo de desvio de verbas no ministério, e por um bom tempo esteve a serviço do esquema.

Na entrevista, Silva diz, por exemplo, que sacou R$ 150 mil para serem entregues ao então ministro Agnelo. Ele tomara conhecimento de entregas de dinheiro e liberação de convênios por meio de Luiz Carlos de Medeiros, ongueiro e amigo do governador. "Medeiros falava demais...Sempre comentava que estava cansado de dar dinheiro a Agnelo", disse o auxiliar administrativo, que trabalhou no Instituto Novo Horizonte.

IstoÉ diz que Agnelo Queiroz, hoje no PT, passou a maior parte de sua trajetória política no PCdoB.

Desde 2008, Silva colabora secretamente com os investigadores do desvio de verbas no Esporte, mudou-se de Brasília e vive escondido. Na entrevista, Silva diz ainda que o esquema de fraudes envolvendo ONGs e o Ministério do Esporte vai além do PCdoB e da pasta, envolvendo ainda o Ministério de Ciência e Tecnologia, então na cota do PSB.

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