Eraldo Peres|AP Photo
Eraldo Peres|AP Photo

Isolamento marcou últimos momentos da presidente antes da decisão do Senado

Quando o presidente do Senado abriu a votação e logo depois apresentou o resultado, a área ao redor da residência oficial da presidência da República estava em silêncio e sem movimentação

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2016 | 08h36

BRASÍLIA - O isolamento, uma constante no mandato da presidente Dilma Rousseff, marcou os últimos momentos da presidente no Palácio da Alvorada antes da decisão do Senado, que aprovou no início dessa manhã a admissibilidade do processo de impeachment. Por volta das 6h30, quando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), abriu a votação e logo depois apresentou o resultado, a área ao redor da residência oficial da presidência da República estava em silêncio e sem movimentação. Alguns minutos depois, começou um barulho de fogos de artifícios na região do Lago Sul e Lago Norte, bairros nobres da capital, nas margens do lago Paranoá.

No Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer, localizado a um quilômetro do Alvorada, também não havia movimentação. Temer deu ordens para que a segurança só libere a entrada de parlamentares às 9h.

Só passaram pelo bloqueio das seguranças das duas pistas de acesso aos palácios carros de funcionários da presidência e seguranças lotados no órgão. Até mesmo tratores da companhia de paisagismo da capital federal foram barrados. Um homem aparentando 45 anos se aproximou de um dos bloqueios e soltou fogos de artifício. Com um semblante sério, não conversou com os jornalistas que estavam próximos ao local.

Dez minutos após o anúncio da decisão do Senado, começaram a chegar carros de reportagens com links. De 5h30 até agora, nenhum carro de autoridade chegou ao Alvorada.

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