Isolado, Irã evita confronto e tenta atrair Dilma

Cada vez mais isolado, o governo do Irã não vai economizar esforços para manter o governo de Dilma Rousseff em sua lista de "parceiros" e põe o Brasil como uma de suas prioridades na ofensiva para não perder aliados. Pressionado por sanções econômicas e revelações de que seus vizinhos apoiariam um ataque contra Teerã, o Irã espera que a Presidência de Dilma não abandone o país e a política externa brasileira mantenha seu caráter de diálogo.

AE, Agência Estado

08 Dezembro 2010 | 11h03

"Nossa relação não era com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nossa relação tem um cunho estratégico com o Estado brasileiro", afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo o diretor do Departamento de Política do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Mohamed Najafi. Indagado se a relação sofreria mudanças com a chegada do novo governo, Najafi apenas torceu para que isso não ocorra. "Vemos no Brasil um parceiro de longo prazo. O Brasil sabe de nosso potencial e temos a mesma percepção sobre o Brasil."

No fim de semana, Dilma declarou em entrevista ao jornal americano The Washington Post que considerou um erro a decisão do Itamaraty de se abster em votação na ONU da resolução que censurava o regime iraniano por violações de direitos humanos, pedia o fim dos apedrejamentos, da perseguição a minorias e de ataques a jornalistas.

A declaração de Dilma foi vista como um primeiro sinal de que a política externa brasileira poderia sofrer certas modificações. Há apenas uma semana, o chanceler Celso Amorim havia defendido a opção de abstenção do Brasil, alegando que ele não votava "nem para agradar à imprensa nem a certas ONGs". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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