Irritado, Arruda confirmará que ACM pediu a lista

O ex-líder do governo no Senado José Roberto Arruda (sem partido-DF) ficou irritado com o depoimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. A amigos, Arruda mostrou-se indignado com a afirmação de ACM de que não pediu a lista da votação secreta do processo de cassação do ex-senador Luiz Estevão. "Se ele (ACM) não pediu, por que então ficou com a lista?", indagou Arruda. Em seu depoimento previsto para esta sexta-feira, às 9 horas, Arruda pretende manter a versão de que solicitou à ex-diretora do Prodasen Regina Borges a quebra do sigilo do painel eletrônico do Senado a pedido de ACM. "Estou tranqüilo porque sou que estou dizendo a verdade", garantiu a correligionários.No depoimento, o ex-líder do governo também vai dar mais detalhes da reunião em que discutiu com ACM a possibilidade de violar o painel eletrônico. Segundo a versão de Arruda, o ex-presidente do Senado omitiu uma conversa entre ambos que acabou levando o ex-líder do governo a consultar Regina Borges sobre a quebra do sigilo dos votos dos senadores.Pelo terceiro dia consecutivo, José Roberto Arruda não apareceu hoje no Senado. Preferiu assistir ao depoimento de ACM pela televisão com os seus advogados Cláudio Fruet e Carlos Caputo e sua mulher Mariane Vicentini. Foi aconselhado pelos seus advogados a não dar nenhuma declaração hoje, concentrando-se em seu depoimento.Assessores de Arruda garantem que não existe chance de o parlamentar renunciar a seu mandato nos próximos dias. "As chances dele (Arruda) renunciar são nulas porque, se ele fizesse isso, deixaria o ACM com a verdade", argumentou um correligionário.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.