Irmão de Renan será notificado pelo Conselho de Ética

Os deputado Olavo Calheiros e Paulo Magalhães são acusados pela Operação Navalha, da Polícia Federal

Agência Brasil

16 de agosto de 2007 | 13h44

Os deputados Olavo Calheiros (PMDB-AL) e Paulo Magalhães (DEM-BA) serão notificados ainda nesta quinta-feira, 16, sobre a representação que pesa contra eles no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, na Câmara dos Deputados. Os dois são acusados de fraudes em licitações públicas investigadas pela Polícia Federal na Operação Navalha.   Na última quarta-feira, o presidente do Conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), definiu os relatores dos processos. Contra a representação de Olavo o relator será o deputado Sandes Júnior (PR-GO) e contra Magalhães, será o deputado Moreira Mendes (PPS-RO).   A partir da notificação, os deputados têm o prazo de cinco sessões do plenário para apresentar defesa por escrito e relação de testemunhas que serão ouvidas no Conselho.   No dia 17 de maio, a Operação Navalha, da Polícia Federal,  prendeu 47 pessoas suspeitas de fraudes e licitações em obras públicas. O empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama,  é considerado o chefe da máfia das obras. Ele e seu filho, Rodolpho Veras, foram presos durante a operação.   Além deles, foram presos também políticos como o ex-governador do Maranhão, seu filho e dois sobrinhos do governador atual do Estado, Jackson Lago.   O ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, renunciou após ser acusado de receber propina de R$100 mil da construtora.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.