Irmão de PC Farias sempre defendeu tese de crime passional, diz ex-namorada

O ex-deputado federal Augusto Farias, irmão do empresário Paulo César Farias, sempre defendeu a tese de crime passional para explicar a morte de PC Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, ocorrida no dia 23 de junho de 1996, na casa de praia do empresário, localizada em Guaxuma, litoral norte de Maceió. A revelação foi feita nesta manhã, pela então namorada de Augusto Farias na época do crime, Milane Valente de Melo, durante o depoimento que abriu o segundo dia de julgamento dos quatro policiais militares acusados de envolvimento no crime.

Carlos Nealdo, especial para o Estado,

07 de maio de 2013 | 10h26

Segundo Milane Valente, o ex-deputado ficou muito abalado ao chegar ao local do crime, depois de ser comunicado, por telefone, pelo policial Reinaldo Correia de Lima Filho, um dos acusados do crime. “Augusto [Farias] estava muito nervoso”, disse ela. “No enterro do irmão, ele estava muito trêmulo”, completou ela, ressaltando que o ex-deputado tinha admiração por PC Farias como um pai.

Além de Reinando Correia, os policiais militares Adeildo Costa dos Santos, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva são denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) de omissão na morte do casal, já que trabalhavam como seguranças de PC Farias e não impediram os crimes.

Em entrevista na segunda-feira 6 – momentos antes do início do julgamento – Augusto Farias disse acreditar na inocência dos quatro policiais. “Vou mostrar, no meu depoimento, que eles são inocentes”, ressaltou.

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