Márcio Fernandes/Estadão - 14.08.2014
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Irmão afirma que é 'prematuro' apontar causas de acidente que matou Campos

'Estado' revelou que investigações da Aeronáutica sugerem sequência de falhas do piloto como explicação para queda de avião

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2015 | 12h16

RECIFE - O irmão do ex-governador Eduardo Campos, o advogado Antonio Campos, afirmou considerar "prematura" a conclusão da Aeronáutica sobre as causas do acidente aéreo que provocou a morte de Campos e outras seis pessoas, em 13 de agosto do ano passado, em Santos, litoral paulista. Conforme revelou o Estado, nesta sexta-feira, 16, as investigações da Aeronáutica apontam que a queda do avião foi causada por falhas do piloto Marcos Martins.

Antonio Campos, por meio de nota, disse que só vai se pronunciar sobre o assunto após a divulgação oficial das conclusões das investigações da Aeronáutica, prevista para fevereiro, e dos inquéritos civil e criminal em curso.  

O irmão do ex-governador observa que os laudos da Aeronáutica e do Centro de Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) tratam de "possibilidades quanto a causa de acidentes e não são conclusivos". Segundo ele, o procurador da República Thiago Nobre, em Santos, prometeu a ele, em audiência recente, a conclusão dos inquéritos policial e civil para fevereiro, pois ainda aguarda a conclusão de perícias. "Até lá, é prematura a conclusão noticiada, até porque está pendente de conclusão relevantes perícias", diz a nota. 

Nesses cinco meses de investigações, o Cenipa concluiu que uma sucessão de falhas do piloto causaram o acidente, desde a falta de treinamento para aquela aeronave até o uso de "atalho" para acelerar o procedimento de descida.  

Abaixo, a íntegra da nota de Antonio Campos:

Com referência a matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, nesta sexta-feira, 16/01/2015, sobre as causas do acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos, estando habilitado nos autos como familiar da vítima e advogado, tenho a registrar o seguinte:

"É estranho que se tenha acesso às investigações da Aeronáutica e se divulgue conclusões antes da divulgação pelo órgão competente. 

Os laudos da Aeronáutica e do Cenipa (Centro de Prevenção de Acidentes Aéreos) tratam de possibilidades quanto a causa de acidentes e não são conclusivos, conforme é a técnica de tais laudos, primando eles por recomendações quanto a procedimentos de prevenção de acidentes aéreos. O Cenipa não está fazendo todas as perícias do caso e não pode ter uma visão global do acidente. 

Na data de ontem, 15/01/2015, tive uma audiência com o Procurador da República Thiago Nobre, na cidade de Santos, que prometeu a conclusão, possivelmente, do inquérito policial e civil para fevereiro/2015, pois ainda aguarda a conclusão de perícias e estas poderão ainda não ser definitivas sobre o caso, podendo ter provas complementares. Ele é o Procurador responsável pelo caso, tendo na Polícia Federal o Delegado Rubens Maleiner como a autoridade policial responsável pelo inquérito policial, que ainda não o concluiu.

Após a divulgação oficial das conclusões das investigações da Aeronáutica, bem como a conclusão dos inquéritos civil e criminal em curso, iremos nos pronunciar sobre as causas do acidente. Até lá, é prematura a conclusão noticiada, até porque está pendente de conclusão relevantes perícias".

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