Irmã de sertanista não aceita hipótese de latrocínio

Apesar de a polícia ter prendido ummenor de 17 anos que confessou o crime,Lídice Meirelles, de 59 anos, irmã do sertanista Apoena Meirelles não acredita na hipótese de latrocínio. ?Tudo se encaixou direitinho. Eu não aceito a versão que estão dando (latrocínio). Existem interesses maiores nas riquezasdesse País?, disse, Após a missa de sétimo dia celebrada na Igreja Santa Cruz dosMilitares, no centro.Apoena, que tinha 55 anos, foi assassinado com dois tiros no momento em que sacava dinheiro de um caixa eletrônico, em PortoVelho, no dia 9 de outubro. Ele tentava regulamentaro garimpo na reserva dos índios Cintas-Larga, rica em diamantes, ouro e cassiterita. Para a família, a polícia deveria investigar o caso com mais rigor.A polícia chegou ao suposto assassino três dias depois do crime, após rastrear o celular roubado do sertanista, que já haviasido vendido pelo menor. Além disso, ele foi reconhecido por mulher, que estava com Apoena no banco. A família dele contouque o jovem confessou o assassinato, mas disse não saber de quem se tratava. Filho do também sertanista Francisco Meirelles, Apoena nasceu em uma aldeia Xavante, no Mato Grosso, e dedicou à vida aoíndios. Teve quatro filhos, o menor deles, uma menina de 4 anos. ?Era um pai maravilhoso, um homem iluminado?, disse AnaValéria Cassola, de 37 anos, viúva de Apoena.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.