Iriny Lopes quer acordo do PT em Vitória para ser candidata em 2012

Prefeito João Coser (PT) quer apoiar ex-governador Paulo Hartung (PMDB)

Bruno Boghossian, do estadão.com.br

21 de novembro de 2011 | 18h29

Envolvida em uma disputa interna do PT do Espírito Santo, a ministra Iriny Lopes aposta em um acordo com o atual prefeito de Vitória, o petista João Coser, para confirmar sua candidatura ao comando do município em 2012. O nome de Iriny já foi aprovado pela direção do partido na capital capixaba, mas Coser se esforça para emplacar dentro da sigla uma proposta de apoio ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB), seu aliado.

 

A aliança com Hartung ainda não foi oficialmente discutida pelo PT, mas o diretório estadual do partido defende a realização do debate. Iriny rechaça o acordo com o PMDB e diz estar certa de que Coser acatará a decisão final dos caciques do partido.

 

"Eu tenho a mais absoluta certeza de que o prefeito vai respeitar a decisão que o partido tomar. Ele tem o direito de expressar seu pensamento, mas eu não acredito que ele vá descumprir a determinação do PT", afirmou a ministra ao estadão.com.br. "Se o cenário (da candidatura de Hartung) se colocar, a gente discute."

 

Para a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, o PT não deve abrir mão de sua candidatura à prefeitura de Vitória. "Nós temos que ter candidatura própria: a minha ou outra. Tivemos dois mandatos excelentes no município, então não existe motivo para abdicarmos da vaga", avaliou.

 

Mulheres. Iriny participou nesta segunda-feira, 21, de um debate sobre igualdade de gêneros e políticas para as mulheres na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A ministra cobrou do Congresso a votação do projeto de lei 6.583/2009, que estabelece condições iguais de trabalho para homens e mulheres.

 

Constam na proposta a criação de creches gratuitas nas empresas, para facilitar a participação das mulheres no mercado de trabalho, e a abertura de comissões permanentes para acompanhar casos de discriminação e assédio.

 

"Esse projeto está parado no Congresso devido à visão de alguns líderes que acreditam que o projeto pode onerar as empresas", afirmou Iriny. "Já discutimos o assunto e modificamos o projeto, mas vamos ter que convencê-los de que esse projeto é bom não apenas para as mulheres, mas para o Brasil."

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