IPTU progressivo é "justiça social", diz Lula

O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje não acreditar que críticas que a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), está recebendo em razão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo atrapalharão o desempenho do partido nas eleições de 2002."No Brasil, nós precisamos acabar com uma cultura de que, na hora de pagar imposto, o cidadão tem uma casinha, uma fabriquinha, uma lojinha. Na hora de vender, ele tem uma casona, uma fabricona, uma lojona. É preciso que as pessoas paguem os impostos justos pelo valor de seus patrimônios", disse Lula, acrescentando que considera o IPTU progressivo uma questão de "justiça social".Lula lembrou ainda que a legenda havia tentado criar o IPTU progressivo em São Paulo em 1992 na gestão da ex-prefeita Luíza Erundina (PSB). "Tentamos colocá-lo em prática em 1992 com a Luíza Erundina, mas uma maioria conservadora não permitiu que ele fosse aprovado."O presidente nacional em exercício da sigla, deputado federal José Genoíno (SP), afirmou que o partido está tranqüilo. "O IPTU progressivo não nos preocupa. Nós sempre defendemos a implantação porque consideramos que a progressividade no pagamento do imposto é um princípio em qualquer país civilizado", afirmou, acrescentando que o sistema tributário em vigor no Brasil "é regressivo, perverso e concentrador de renda".O governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), que esteve hoje em São Paulo para reuniões com governadores petistas, defendeu o IPTU progressivo. "É uma questão de justiça, seja em São Paulo ou em Porto Alegre ou em qualquer município. Quem tem mais paga mais e quem tem menos paga menos" afirmou.

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