Investir no garimpo não compensava, diz Vale

José Alberto Araújo, gerente jurídico da Vale para a área de mineração, afirma que a empresa não se interessou em exercer seu direito de explorar ouro na região por ter avaliado, com base em estudos geológicos, que os ganhos financeiros com o projeto não seriam suficientes para justificar o alto investimento.

AE, Agência Estado

25 Julho 2010 | 09h00

"A extração em profundidade exigiria um processo de engenharia de grande porte e, considerando a quantidade de ouro a ser retirada, para a Vale não interessava", disse. Segundo ele, o governo pediu e a Vale aceitou destacar de seu título minerário a área que interessava à Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada.

A portaria que efetivou a cessão do direito foi publicada em fevereiro de 2007, quando o contrato com a Colossus estava em fase final de negociação pelo grupo do senador Edison Lobão.

Em 2009, já com Lobão no comando do Ministério de Minas e Energia, por meio do Ofício 262, de 20 de agosto, o secretário de Geologia e Mineração, Claudio Scliar, pediu que a Vale cedesse à cooperativa os direitos minerários de outra área, de 700 hectares, contígua aos 100 hectares da cava principal de Serra Pelada.

No documento, o secretário alegava que a cessão atenderia a ações de "inclusão social" promovidas pelo governo na região. A Vale novamente aceitou o pedido e autorizou a cooperativa e, por tabela, a Colossus, a realizarem pesquisas na área.

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