Investimento na Rocinha foi de R$ 270 mi, reafirma Dilma

"Eu fui muito elegante em relação à Rocinha", repetiu hoje, diversas vezes, a presidenciável petista Dilma Rousseff, quando instigada a responder se o valor dos investimentos do governo federal na região teria sido inflado por ela em entrevista ao Jornal Nacional, no último dia 9.

CAROL PIRES, Agência Estado

11 de agosto de 2010 | 17h10

Na entrevista, em Brasília, Dilma informou que o governo federal investiu R$ 270 milhões em saneamento na favela da Rocinha, na cidade do Rio de Janeiro. Mas, segundo dados da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), a comunidade receberá R$ 80 milhões (cerca de 30% do valor informado pela petista) em projetos de saneamento. O orçamento total dos investimentos na região - incluindo a construção de um completo esportivo, um centro de saúde e uma creche - chega a R$ 272 milhões.

Dilma se baseou em papéis trazidos pela sua assessoria para reafirmar os números informados na entrevista. "Vamos olhar os investimentos no Rio de Janeiro, estou sendo elegantíssima, deixa eu ser elegantíssima", disse, arrancando risos dos presentes.

De acordo com Dilma, na capital fluminense, o investimento do governo federal é de R$ 1,7 bilhão, dos quais R$ 565 milhões oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No Estado do Rio de Janeiro, os investimentos chegam a R$ 4,3 bilhões, afirmou Dilma. Esses valores representam investimentos em "saneamento integrado e urbanização".

"Isso é dar condições não só em termos de estruturação de habitação, mas você investe em saneamento e dá condições de vida melhores para a população local", explicou a candidata. "Eu fui muito elegante, não quis de jeito nenhum parecer que estava desmerecendo ninguém", insistiu.

Dilma não só reforçou os números, como fez questão de compará-los com os governos anteriores que, segundo ela, só investiram R$ 300 milhões em saneamento em todo o Brasil, enquanto o mesmo valor é investido apenas na comunidade da Rocinha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.