Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Investigados negam as acusações e criticam ação

Políticos e advogados repudiaram a atuação da Polícia Federal nesta terça-feira

O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 23h46

Investigados na Operação Lava Jato que foram alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira, 14, reagiram às ações e falaram em “abuso” nos pedidos feitos pela Procuradoria-Geral da República, autorizados pelo Supremo. O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) classificou a ação da Polícia Federal como “invasiva e arbitrária”. 

“A defesa do senador Fernando Collor repudia com veemência a aparatosa operação policial realizada em sua residência. A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos”, afirmou a assessoria em nota . 

As ações da PF também foram classificadas de “desnecessárias” por Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado do senador e presidente nacional do PP Ciro Nogueira (PI). “Acho ruim que uma medida que era para ser exceção deixe de ser exceção nesses atos de investigação”, disse. Segundo ele, o senador tem colaborado com as investigações. 

A defesa do ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC), representada pelo advogado Michel Saliba, disse que o ex-parlamentar tem colaborado com as investigações e que não teme o desenrolar das apurações – apenas “critica essa ânsia desnecessária por medidas invasivas, que devem ser a exceção e hoje parecem ser tratadas como regra”. 

O ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia disse, por meio de nota, que tem “irrestrito intuito de colaborar” e “a plena convicção de que é essa investigação que apontará para a sua inocência relativamente aos fatos investigados”. 

O líder do PP na Câmara dos Deputados, Eduardo da Fonte (PE), também disse por meio de nota que está disposto a contribuir com as investigações. 

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) disse por meio de sua assessoria ter “confiança” no trabalho das autoridades que conduzem as investigações da Lava Jato. No comunicado ele afirmou que “continua, como sempre esteve, à disposição para colaborar com os ritos processuais”.

Em nota na qual não cita os nomes de José Zonis e Luiz Claudio Caseira Sanches, a Petrobrás disse que os mandados cumpridos em uma unidade da estatal tiveram como “objeto exclusivo as salas de dois empregados” e que decidiu afastá-los “preventivamente”. A Petrobrás informou ainda que pediu ao Supremo Tribunal Federal acesso ao conteúdo das investigações da Operação Politeia. 


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