Investigador americano troca informações com CPI dos Bingos

Um investigador da Receita Federal dos Estados Unidos está no Brasil desde quarta-feira para trocar informações com os integrantes da extinta CPI dos Bingos, segundo o site Congresso em Foco. Os EUA estão investigando a Gtech, empresa americana de tecnologia de informação na área de loterias, que, no Brasil, esteve envolvida em crimes de corrupção relacionados a várias áreas da administração pública. Desde o fim das apurações da CPI dos Bingos, em maio deste ano, o Brasil e os Estados Unidos pactuaram uma troca de dados sigilosos sobre a empresa. A CPI, instalada em junho de 2005, concluiu que houve pagamento de propina para que o contrato da Gtech com a Caixa Econômica Federal (CEF) fosse renovado, em 2003, sem nova licitação. A comissão também investigou cerca de 150 apostadores que receberam prêmios acima de R$ 5 milhões pela CEF, apontando um acordo entre a Gtech e a CEF para fraudar os resultados dos jogos. A CPI, a princípio, investigava o ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz, que foi flagrado negociando propina com um empresário do ramo de jogo em um vídeo - caso que ficou conhecido como Waldogate. Logo, passou a investigar se havia ligação entre o assassinato do prefeito Celso Daniel (PT) e o esquema de financiamento de campanhas; a máfia do lixo na prefeitura de Ribeirão Preto durante a gestão de Antonio Palocci; a suposta caixa 2 do PT para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abastecida por casas de bingos; além do caso do caseiro Francenildo Costa, que teve seu sigilo bancário quebrado, após desmentir Palocci sobre suas visitas à uma casa de Brasília utilizada por lobistas.

Agencia Estado,

01 Dezembro 2006 | 18h44

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