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Dida Sampaio|Estadão
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Investigado na Lava Jato, presidente do TCU encontra Cármen e diz estar de 'cabeça erguida'

Ministro Raimundo Carreiro é investigado em um inquérito no STF sob suspeita de corrupção passiva e tráfico de influência em irregularidades envolvendo a usina nuclear de Angra III

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2017 | 12h57

BRASÍLIA – Investigado no âmbito da Operação Lava Jato, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Raimundo Carreiro, disse nesta segunda-feira, 24, que está de “cabeça erguida” e à disposição de “qualquer órgão” que queira investigar a sua vida. Carreiro se reuniu pela manhã com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, por cerca de trinta minutos.

“Foi uma visita institucional, de presidente do Tribunal de Contas com a presidente do STF, de aproximação dos dois tribunais”, afirmou Carreiro. Segundo ele, a Lava Jato não entrou na pauta da audiência. “Não fomos tratar disso”, disse. 

O presidente do TCU é investigado em um inquérito no STF sob suspeita de corrupção passiva e tráfico de influência em irregularidades envolvendo a usina nuclear de Angra III.

Em sua delação premiada, o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, disse que Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz, solicitou o pagamento R$ 1 milhão em espécie para Raimundo Carreiro. O objetivo do pagamento seria evitar que Carreiro criasse embaraços à licitação da usina. O senador Edison Lobão (PMDB-MA) é investigado no mesmo inquérito.

“A Justiça está investigando. Sempre colaborei e vou continuar colaborando (com as investigações). Estou à disposição de qualquer órgão que queira investigar a minha vida”, disse o presidente do TCU, ao deixar o STF. Indagado se não tinha nenhum constrangimento, Carreiro arregalou os olhos e disse: “Nenhum. Tô olhando de cabeça erguida, ó, no olho, dentro do olho. Nunca pratiquei uma irregularidade na minha vida - e vamos aguardar a investigação.”

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