Investigada em caso Erenice, MTA quer operar mais voos

Personagem da crise que derrubou Erenice Guerra da Casa Civil, a Master Top Linhas Aéreas (MTA) tenta o aval do governo para viajar com seus aviões a Miami. A empresa pediu oficialmente à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorização para fazer voos extras para a cidade americana. Miami é sede do grupo Centurion, do empresário argentino Alfonso Rey, dono oculto da MTA - que, na prática, aluga os aviões para a empresa funcionar no Brasil e fazer transporte de carga para os Correios.

AE, Agência Estado

15 de outubro de 2010 | 10h34

A MTA está no centro do episódio que envolve um filho de Erenice, Israel, em tráfico de influência e cobrança de propina para ajudar a empresa dentro do governo. O jornal O Estado de S. Paulo revelou na terça-feira que MTA não vem cumprindo os contratos milionários com os Correios e caminha para fechar as portas. Sem dinheiro para abastecer os aviões, a empresa não voa desde 27 de setembro e tem procurando fornecedores para fazer acordos. O argentino Alfonso Rey também já havia sinalizado que, se a situação financeira não melhorasse, pretendia retirar os aviões do Brasil. São pelos menos quatro aeronaves "alugadas" por suas empresas à MTA, segundo os contratos de leasing obtidos pelo Estado.

O pedido feito à Anac pode ser o primeiro passo para que a MTA consiga retirar as aeronaves do País. Oficialmente, a empresa tem o aval para fazer dois voos regulares de ida e volta para Miami por semana, com datas e plano de voo determinados para retorno. Agora, pede autorização para realizar 30 voos em três meses, o que abre possibilidade de levar as quatro aeronaves sem prazo de volta ao País. Segundo a Anac, o pedido será levado para as autoridades americanas, que decidirão com a MTA em Miami sobre o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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