Investigação sobre Diniz se arrasta há 4 anos no MPF

Festejado pela eficiência ao apresentar a denúncia do mensalão, o Ministério Público Federal tem dado o sinal contrário no caso Waldomiro Diniz, o ex-subchefe do gabinete Civil da Presidência da República acusado de fazer tráfico de influência para renovação do contrato da empresa GTech com a Caixa Econômica Federal, além de negociar com empresários do jogo o favorecimento em concorrências. Passados quatro anos, os procuradores encarregados afirmam que não vão oferecer a denúncia no decorrer deste ano e afirmam que têm prazo até 2011, sem o risco de prescrição, para propor a ação penal contra os acusados."Para mim, o prazo importante é o de oito anos. Nós não vamos chegar em 2010 com esse troço, muito menos 2011, que seria o limite. Mas vamos levar até o limite para a investigação ser completa e bem feita. Esse ano não vamos oferecer a denúncia", afirmou o procurador da República José Robalinho Cavalcanti, que divide com os procuradores Gustavo Veloso e Lívia Tinoco a responsabilidade pelo oferecimento da denúncia do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).Até mesmo o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Sousa, demonstrou constrangimento com a demora na elucidação do caso. "Os membros do Ministério Público têm total autonomia, independência funcional e responsabilidade pessoal. Cada um responde por si e pelos atos que lhe competem. Provavelmente eles não fizeram a denúncia por não conseguir elementos para oferecê-la. Eu não interfiro no trabalho deles", afirmou.

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