Investigação inocenta Centro de Hemodiálise do Agreste

As mortes de sete pacientes renais no Centro Regional de Hemodiálise do Agreste, em Caruaru, a 130 quilômetros do Recife, ocorridas num período de 19 dias, entre 15 de junho e 4 de julho, foram causadas apenas pela gravidade da doença das vítimas. Esta foi a conclusão da investigação realizada pela Secretaria estadual de Saúde, divulgada nesta quarta-feira. O relatório descartou qualquer relação direta com a água utilizada, os equipamentos, medicamentos ou procedimentos do hospital, e não encontrou nenhum fator comum entre as mortes. Os óbitos também estão sendo investigados pelo Conselho Regional de Medicina no Estado (Cremepe).A investigação da Saúde foi realizada pelos médicos Ana Lydia de Alencar Araripe Ferraz e Maria Aparecida Sampaio Elesbão, respectivamente da Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica da Secretaria, e pelo nefrologista Moacir Coutinho Neto, do Hospital Barão de Lucena. Eles analisaram os prontuários dos pacientes, as condições de funcionamento do hospital e o sistema de tratamento e distribuição da água usada, que foi considerado satisfatório.As mortes chamaram a atenção da opinião pública e das autoridades por causa do episódio que ficou conhecido como "a tragédia da hemodiálise", que matou, há sete anos, mais de 70 pacientes do Instituto de Doenças Remais (IDR), de Caruaru, devido à contaminação, por algas, da água usada na diálise.

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