Investigação da morte de ex-assessor da governadora continua sem desfecho

Ao menos oficialmente, a morte de Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB), ainda é uma incógnita. Nem a Polícia Civil nem o Ministério Público do Distrito Federal têm elementos para assegurar que Cavalcante cometeu suicídio. Há evidências nesse sentido, como mensagens de despedida enviadas a familiares, mas a investigação prossegue. Nos próximos dias, a Justiça deverá se pronunciar sobre um pedido da polícia para quebrar o sigilo telefônico e bancário de Cavalcante. Os investigadores querem esquadrinhar as contas do ex-assessor de Yeda e saber se ele recebeu ameaças. "Todos os indícios levam a crer que foi suicídio, mas nenhuma hipótese pode ser descartada no momento. Nem mesmo a possibilidade de ele ter sido assassinado", diz o promotor Marcelo Leite Borges. O corpo de Marcelo Cavalcante foi encontrado no Lago Paranoá, em Brasília, no dia 17 de fevereiro. Um dos personagens centrais da denúncia de caixa 2 na campanha de Yeda, Cavalcante trabalhou como representante do governo do Rio Grande do Sul em Brasília. A suspeita de suicídio é baseada principalmente nas mensagens de texto que Cavalcante enviou à filha e à mulher, Magda Koenigkan, no dia em que desapareceu e em testemunhos de amigos, segundo os quais estava depressivo, com problemas financeiros e conjugais. Mesmo assim, ainda não há elementos que permitam descartar a hipótese de ter sido morto.

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