Invasores liberam usina de Estreito

Após a intervenção do Ibama, militantes da Via Campesina e do Movimento dos Atingidos por Barragens, ligados ao MST, desocuparam ontem a principal via de acesso de Estreito, usina hidrelétrica que está sendo erguida entre os Estados de Tocantins e Maranhão. A invasão durou oito dias e prejudicou o andamento das obras da usina - que tem a Vale entre seus principais acionistas.Os invasores saíram depois de obter do Ibama a promessa de que a fiscalização sobre o impacto ambiental da obra será intensificado. ''Segundo informações dos acampados, a empresa responsável pela obra não estaria cumprindo todas as condicionantes do contrato, especialmente a participação da população atingida pela obra nos comitês de decisão'', disse a superintendente do Ibama no Maranhão, Marluze do Socorro.Representantes do Ibama e dos invasores reuniram-se em duas ocasiões na cidade de Imperatriz, no Maranhão. Integrantes do Ministério Público Federal, do Incra e da Funai também participaram.Convidado, o consórcio de empresas responsável pela obra não enviou representantes. Segundo sua assessoria, não fazia sentido participar de uma reunião com invasores, considerando que já no primeiro dia da manifestação foi expedida uma ordem judicial, determinando a liberação da entrada do canteiro de obras. O que a Vale e seus sócios pleiteavam era o cumprimento da ordem judicial pela polícia.

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