Invasão do MST foi ato de terrorismo, diz Jungmann

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, afirmou hoje que a invasão da fazenda dos filhos do presidente Fernando Henrique Cardoso pelo MST, em Buritis (MG) foi um ato de ?terrorismo?. ?Não foi um ato de cunho social. Todos aqueles que lá estão têm terra, têm crédito, têm um situação acima da média do lavrador brasileiro. Todos receberam, na média, de R$ 20 mil a R$ 25 mil no processo de assentamento?, afirmou Jungmann.O ministro disse também que o governo já tinha se comprometido com o MST a ir a Buritis negociar a pauta do movimento. ?Eu vou descaracterizar o ato do MST. Não há relação entre a pauta do movimento e à invasão à fazenda em Buritis. Isso está além da esfera política, é um desrespeito ao cidadão e à ordem instituída?, acrescentou Jungmann.Jungmann acrescentou também que todos os itens da pauta do MST eram passíveis de negociação, e que o governo estava disposto a conversar. ?Essa, portanto, não é uma situação que justifique o injustificável?, disse. ?Esse ato merece o repúdio de todos os brasileiros, pois foi um desrespeito à propriedade privada. O MST se desligou de todos os desejos da sociedade no que se refere ao acesso à terra, e debandou para o bandoleirismo, para o terrorismo e o crime. Para isso, somente a punição exemplar?.O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, disse que os invasores estão dentro da sede da fazenda, e que um advogado do governo já entrou com um pedido de manutenção de posse na Justiça. Cerca de 40 agentes da Polícia Federal estão em Buritis e outros 40 estão a caminho do local. Também serão deslocados para Buritis 220 soldados da companhia de fuzileiros. Segundo Cardoso, o ato do MST foi um desrespeito à democracia.

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