Invasão de 2006 não tem punidos

Três anos depois da invasão e depredação de um viveiro de mudas da Aracruz Celulose em Barra do Ribeiro (RS), a Justiça ainda não tem data para o julgamento dos líderes da ação. A fase de interrogatório dos 36 réus do processo ainda não terminou. A etapa seguinte será a de audiências com cada uma das testemunhas de acusação e defesa - algumas das quais moram no exterior e terão de se manifestar por cartas rogatórias.A ação da Via Campesina ocorreu no dia 8 de março de 2006, ao mesmo tempo em que diversas entidades ligadas ao tema discutiam a reforma agrária numa conferência internacional em Porto Alegre. Ao amanhecer, cerca de 1,5 mil mulheres renderam os vigias do Horto Florestal Barba Negra, entraram na área de expedição e num laboratório e destruíram 3 milhões de mudas de eucaliptos e equipamentos de pesquisa, provocando um prejuízo calculado em US$ 700 mil.Em Porto Alegre, onde participava da conferência, o líder do Movimento dos Sem-Terra (MST) João Pedro Stédile saudou as mulheres por terem chamado a atenção para os problemas da monocultura do eucalipto. Depois justificou-se, à Justiça, dizendo que não pode ser condenado por expressar uma opinião.

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