Invasão da UFBA repercute no Congresso

O confronto entre a Polícia Militar e estudantes na Universidade Federal da Bahia (UFBA) provocou uma forte reação no Congresso. Os líderes de partidos governistas e de oposição ocuparam a tribuna na Câmara para reagir à invasão do câmpus. O líder do PT, deputado Walter Pinheiro (BA), acusou o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) de comandar a operação da PM baiana contra os estudantes. "Isso faz parte do desespero de quem sabe que vai perder o mandato", atacou Pinheiro, que hoje mesmo voltou para Salvador, acompanhado do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA).Já o deputado Waldir Pires (PT-BA) pediu ao presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), uma posição do ministro da Justiça, José Gregori. O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), enviou uma carta a Gregori e ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, pedindo medidas urgentes dos dois ministérios para "coibir ações desmedidas e antidemocráticas que busquem interferir no inviolável direito de expressão do povo da Bahia". "O abuso de poder na Bahia conseguiu superar o período de regime militar", disse Geddel, que também viajou hoje mesmo para Salvador.Para evitar que o assunto dominasse a pauta da Câmara, vários deputados do grupo carlista assumiram a tribuna para falar sobre a crise do cacau na Bahia. Já no Senado, a defesa ficou por conta de Ornélas. "Isso é uma clara tentativa de manipular a opinião pública; afinal, a polícia agiu porque as regras da democracia não foram cumpridas", afirmou o senador pefelista.

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