Interventor passa a administrar fundação ligada à UnB

Ministério Público acusa a Finatec - entidade de incentivo à pesquisa - de destinar recursos para outros fins

Agência Brasil

18 de fevereiro de 2008 | 15h54

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), dentro do campus da Universidade de Brasília (UnB), voltou a funcionar nesta segunda-feira, 18. Além disso, a Justiça afastou cinco diretores que ainda comandavam a fundação e nomeou Luiz Augusto Souza Fróes como interventor. Fróes afirmou que pretende manter as atividades normais da instituição e colaborar com a Justiça no processo que investiga desvio de finalidade na aplicação dos recursos da Fundação.   Veja Também: Reitor deixa apartamento da UnB após reforma polêmica Justiça afasta cinco diretores da Finatec, ligada à UnB Entenda a crise dos cartões corporativos    O Ministério Público acusa a Finatec - entidade de incentivo à pesquisa - de destinar recursos para outros fins, como a reforma do apartamento funcional ocupado pelo reitor da UnB, Timothy Mulholland, que teria custado R$ 470 mil.   Desde a última sexta-feira, policiais militares restringiam o acesso ao prédio para evitar que documentos fossem retirados do local. Uma viatura da polícia permaneceu na porta da instituição durante todo o fim de semana.   "Além das atividades previstas, que têm de ser desenvolvidas pela instituição, também cabe a mim preservar todo o acervo patrimonial da instituição e respaldar a Justiça. Se ela solicitar documentação, há necessidade de entregar a ela os documentos solicitados."     Fróes afirmou que os departamentos da fundação que ainda não estão funcionando plenamente devem voltar à normalidade ainda nesta segunda. "Os departamentos que ainda não estão funcionando são a parte financeira, a informática e a contabilidade. São departamentos que estão parados porque está sendo feito um back-up das informações que constam lá." A intervenção na Finatec é por tempo indeterminado.

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