Marcos Marques/Gov. Roraima
Marcos Marques/Gov. Roraima

Interventor diz que vai priorizar salários atrasados em Roraima

Servidores estaduais estão desde setembro sem receber, quartéis da PM foram fechados por mulheres de militares e agentes penitenciários pararam

Cyneida Correia, Especial para o Estado

10 de dezembro de 2018 | 15h04

BOA VISTA - Um dia antes de comparecer ao encontro marcado com o presidente Michel Temer em Brasília, o governador eleito de Roraima, Antônio Denarium (PSL) assumiu o Estado como interventor federal nomeado. A transição ocorreu na manhã desta segunda-feira, 10, no Palácio Senador Hélio Campos.

O decreto foi publicado nesta segunda, 10, no Diário Oficial da União e, segundo o documento, a intervenção vai vigorar até 31 de dezembro. Em 1º de janeiro, se inicia o mandato de quatro anos de Denarium.

Em conversa com a imprensa, o novo interventor afirmou que vai priorizar salários, apesar dos R$ 200 milhões prometidos pelo governo federal não serem suficientes para quitar a folha de pagamento do funcionalismo público, que está atrasada há três meses.

Servidores estaduais estão desde setembro sem receber, quartéis da PM foram fechados por mulheres de militares e agentes penitenciários pararam. Policiais civis, que também tinham paralisado, voltaram ao trabalho, mas apenas uma delegacia da capital está funcionando. Desde novembro, falta combustível para policiais militares e civis e a Polícia Militar de Roraima conta com apenas sete viaturas para realizar o policiamento ostensivo em Boa Vista.

O Estado também enfrenta crise no sistema prisional, que já estava sob intervenção desde outubro, crescimento de facções, salto no índice de homicídios e a chegada em massa de venezuelanos.

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