Intervenção de prefeito em BH fere estatuto do PSD

A intervenção do presidente nacional do PSD e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, no diretório de Belo Horizonte contraria o estatuto do partido. Para retirar o apoio à reeleição de Marcio Lacerda (PSB) e decretar a aliança com o PT, Kassab ouviu os seis deputados da bancada de Minas - quatro o apoiaram. O artigo 60 do estatuto diz que "compete à Executiva Nacional suspender ou cancelar a realização de Convenções Municipais e Estaduais (...), bem como anular as realizadas, quando assim determinar o interesse partidário". E atribui à executiva a tarefa de "designar comissões provisórias e interventoras estaduais e municipais".

CHRISTIANE SAMARCO, Agência Estado

12 de julho de 2012 | 11h34

Ou seja, Kassab deveria ter convocado os 25 dirigentes nacionais do PSD. Participariam da reunião a 1ª vice-presidente, senadora Kátia Abreu (TO), que redigiu carta contra a medida "truculenta, desleal e desrespeitosa com os demais dirigentes", e o 2º vice Roberto Brant (MG), que deixou o posto após a intervenção.

Em conversa com os deputados em Brasília, Kassab alegou que o apoio a Lacerda teria de ser revisto a pedido da presidente Dilma Rousseff. Disse que não queria fazer uma opção agora, mas não havia outro jeito, pois a disputa estaria nacionalizada.

"Pedi para discutirmos com mais cautela, mas não fui ouvido", disse o deputado Marcos Montes (PSD-MG), um dos votos contrários da bancada e aliado do tucano Aécio Neves. "Ninguém quer implodir o partido, mas vamos ter que administrar isso. A intervenção é ilegal." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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