Interpretações políticas não vão inibir PF, afirma diretor

A afirmação foi feita nesta quinta-feira, 10, pelo diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa

Da Redação,

10 de julho de 2008 | 18h26

Nenhuma interpretação política sobre a Polícia Federal (PF) vai inibir a atuação do órgão, que é "pautada pelo vigor técnico, pela legalidade e pela investigação de fatos". A afirmação foi feita nesta quinta-feira, 10, pelo diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, após a abertura da 3ª Reunião de Chefes de Polícia da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Brasília. "Nós atuamos num campo estritamente técnico, então comentários políticos e principalmente de presidentes de poderes não são objetos de análises por nós, servidores públicos", disse Corrêa.  Na última terça-feira, 8, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) disse que há um "quadro de espetacularização das prisões" realizadas pela Polícia Federal, ao comentar a Operação Satiagraha. A ação resultou nas prisões do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, do banqueiro Daniel Dantas e do empresário Naji Nahas, além de outros acusados dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha. Daniel Dantas foi solto, após o presidente do Supremo conceder habeas corpus ao banqueiro, mas já foi novamente preso. Segundo Corrêa, as decisões da Justiça não vão impedir a PF de atuar no combate à corrupção. "Nós vamos continuar usando todos os institutos que a legislação nos permite para buscar a formação das provas, seja com a nossa análise, a investigação no levantamento de dados, usando os institutos cautelares da Justiça, prisão, escuta telefônica, ou quebra de sigilo fiscal", afirmou o diretor-geral, ao destacar que a atuação da PF é acompanhada e fiscalizada pelo Ministério Público.

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