Internautas organizam novos protestos contra Feliciano

No último sábado, cerca de mil pessoas participaram de mobilização em SP contra a presidência do pastor na Comissão de Direitos Humanos

Danielle Villela , O Estado de S. Paulo

11 de março de 2013 | 15h44

SÃO PAULO - Depois de protestos no último fim de semana em 10 cidades brasileiras, além de Londres, na Inglaterra, e Buenos Aires, na Argentina, a mobilização contra a nomeação do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara continua nas redes sociais. Em São Paulo, os organizadores do protesto que tomou parte da Avenida Consolação no último sábado, 9, em São Paulo, já planejam novos atos a partir de quarta-feira, 13.

"Caso não mude nada até terça no Congresso teremos um novo manifesto. Vamos torcer para nosso barulho mudar alguma coisa. Se não mudar vamos parar a cidade. Será o caos", postou Rogério Mazeo, um dos organizadores do evento "Ato de Repúdio a nomeação do Pr. Marco Feliciano (PSC) a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal" no Facebook.

De acordo com os organizadores, cerca de 15 mil pessoas participaram da manifestação no último sábado, 9. A Polícia Militar estimou que protesto na Avenida Paulista reuniu entre 800 e mil pessoas. "Estávamos estimando 20 mil pessoas para o protesto, mas sabemos que não é fácil trazer esse número de pessoas para as ruas, existem muitos olhares negativos", disse outra organizadora do protesto em entrevista ao Estado através do Facebook. A jovem preferiu não se identificar temendo represálias. "Chegamos a receber vírus durante o evento, prefiro evitar exposição", justificou.

A mobilização do grupo tem o objetivo de fazer com que o pastor abandone a presidência da CDHM. "É uma falta de nexo ver uma pessoa como Marco Feliciano no poder de uma comissão de direitos humanos, negando amparo às minorias e demonstrando publicamente ser homofóbico, racista e preconceituoso de forma geral. Teria vergonha de mim se cruzasse os braços para uma coisa tão absurda e bizarra como essa", comentou a jovem.

Redes Sociais. A organização do evento que aconteceu na capital foi realizada exclusivamente através da internet e das redes sociais como o Facebook. "Estamos organizando esse evento sem a ajuda de ninguém como uma celebridade ou alguma organização e nem partidos. Não odiamos nenhuma religião e não toleramos manifestações de ódio dentro do evento. Somos todos, brasileiros e brasileiras decepcionados com forma de governar e a forma de decidir quem vai governar", declarou uma das organizadoras.

Também ocorreram manifestações semelhantes no Rio de Janeiro, Salvador, Feira de Santana (BA), Fortaleza, Juiz de Fora, Uberlândia, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e Brasília. "Foram feitos protestos em Londres e em Buenos Aires também e não vi nada na mídia sobre isso", criticou a organizadora.

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